CAMINHANDO PELA MAIOR PRAIA DO
MUNDO
Alexandre
Berner, 25 anos, geólogo de Petrópolis, e Jorge
Schifler, 32 anos, também petropolitano, realizaram no início
de março uma grande expedição pelo sul do país.
Seus objetivos incluíam atravessar caminhando os 212 km de
praia entre Molhes da Barra e Barra do Chuí, visitar o Museu
Oceanógrafo de Rio Grande, visitar e documentar a muralha de
Molhes da Barra, documentar as embarcações naufragadas
visíveis da praia, entre outros.
Saíram de
Petrópolis, acompanhados pela chuva, com destino ao Rio
Grande do Sul. Ao chegar na cidade visitaram o Museu Oceanógrafo
Professor Eliézer de C. Rios, que encantou os aventureiros
pelo seu belo acervo, o Centro de Recuperação de
Animais Marinhos, o Eco-Museu Ilha da Pólvora e o Museu Antártico.
A partir daí começava o percurso da caminhada.
O
início foi às 11 horas da manhã de sexta-feira,
3 de março. Em meio a uma imensidão de água,
areia e bastante sol, o primeiro trecho foi movimentado pois
passaram por duas cidades onde há muitos pescadores, turistas
e surfistas: Cassino e Querência.
A tristeza que
tiveram foi ao perceber que muitas aves e peixes se encontravam
mortos junto à muito lixo. Fora os carros que passavam na
orla da praia num tráfego intenso, em alta velocidade.
Infelizmente foram presenças constantes até o final da
aventura, na Barra do Chuí. Apesar dessa realidade, Alexandre
e Jorge encaravam a aventura com persistência e insistência.
Força de vontade era o que não faltava.
Chegaram
no Farol Sarita e estava fechado, portanto, apenas serviu de abrigo
contra o sol. Já no Farol do Albardão foram recebidos
com comida, água, cama pra dormir e descansar, além da
vista maravilhosa em que admiraram bancos de areia, recifes no mar,
dunas e a Lagoa da Mangueira. O Farol Fronteira Aberta já não
existe mais. Na última tempestade de inverno de julho do ano
passado ele caiu. Só se vêem destroços. Logo, o
Farol do Chuí, que é pintado de vermelho e branco, na
fronteira com o Uruguai.
A viagem foi inesquecível,
e histórias pra contar é o que não faltam. Os
petropolitanos estão preparando materiais para palestras,
pois querem expandir sua aventura e divulgá-la. Para eles, a
preservação do meio ambiente, e o relacionamento saudável
com a natureza, também através do esporte, é de
fundamental importância. Foram 220 km percorridos na maior
praia do mundo, localizada no litoral do Rio Grande do Sul de nosso
rico país. Um dos objetivos da dupla é entrar para o
Guiness Book of Records.
Fonte e fotos:
www.serraativa.com.br/praia |