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Eco-Challenge 98 -Morocco


Etapa 2 : Canyoneering/treking/Navegação/Cavalos

Canyoneering/trekking:

Munidos de mapas (na escala de 1:100) e bússolas, este trajeto de aproximadamente 115 km, incluiu trekking, ascensão a mais de 3000 metros, canyoneering e inumeros rapeis. Experiencia e conhecimento de navegação foi importantissimo nesta etapa.

O trekking iniciou em uma planície (PC 7) próximo a uma região conhecida por Qalát Mgouna, após um deslocamento de 500 km em mini van. Após a cidade de M'Gouna os times seguiram dentro de um estreito e gelado rio (canyoneering) na qual as margens eram paredes de pedras que em algum ponto chegava a mais de 600 metros de altura . Deixando o rio as equipes subiram até o PC10 a 3000 m de altura e após atravessar duas cadeias de montanha as equipes alcançaram os desfiladeiros da região de Taghia. Os times que passaram pelo teste das cordas atravessaram o desfiladeiro , realizando dezenas de rapeis (sem a supervisão da organização) que variavam de 5 a 20 metros. Quem não passou, teve que contornar o desfiladeiro em um trajeto de 8 horas.

 Após o desfiladeiro todas as equipes (agora sob a supervisão da organização) realizaram o mais alto rapel da história do Eco-Challenge: 102 metros na qual os 4 integrantes o fizeram simultaneamente. Apartir de Taghia um longo trekking até Izourar, ponto onde se iniciaria a etapa de cavalo.

Nesta etapa vários times cometeram o mesmo erro. Para se manter fora do rio no início do trekking, várias equipes optaram por seguir uma estrada que se elevava por 2.000 metros causando uma perda de energia e tempo. O time Aussie que estava em primeiro lugar tomou um caminho errado entre os PCs 8 e 9 e caiu para quinto lugar.

Porém a grande surpresa deste ano começou a aparecer nesta etapa. O Team Cepos ( Espanha , que no ano passado foi forçado a desistir ) terminou esta etapa em primeiro lugar. Estratégia , sempre importante, nesta etapa foi crucial, especialmente a decisão de "se" e "quando" dormir. O team Cepos dormiu apenas 1 hora e meia nesta etapa e mantiveram um ritmo alucinante durante todo o trajeto, contrariando os especialistas que apostaram em uma queda de rendimento. Demostrando uma navegação precisa e sem cometer erros a equipe iniciou a etapa de cavalos com 5 horas de vantagem sobre a segunda equipe. Mark Burnett comentou que nunca viu uma equipe tão rápida, nem mesmo a Eco Internet, vencedora de duas edição do Eco Challenge (96 e 97).

Cavalos:

Quatro garanhões equipados com as tradicionais e vermelhas selas árabes esperavam pelas equipes no final da primeira etapa do canyoneering/trekking. Do exército Marroquino, estes cavalos eram do tipo Arabe Barbary , inteiros, imprevisiveis, extremamente fortes e ariscos.

Nesta etapa de 50 km , com uma parada obrigatória de 2 horas para descanso dos animais, os competidores vivenciaram um pouco da cultura e história do Marrocos, enquanto atravessavam pequenas vilas pelo caminho.

Não foi uma etapa fácil. A maioria dos atletas ficaram intimidados com os animais e muitos tiveram problemas. Os que a fizeram pela noite, sentiram muito frio e no escuro os cavalos ficavam mais nervosos que durante o dia.

Finalizada a etapa de cavalos, os competidores chegaram ao camp2, mais conhecido como oasis, pois, era o único ponto de toda a corrida na qual os competidores tinham acesso a comida e água fornecida pela organização, além de ser o posto médico e de terem acesso aos seus containers.

Até este ponto, os competidores desconheciam a última perna da competição, e vários se assustaram ao perceber que a parte mais difícil do montanhismo ainda estaria por vir. Seriam mais de 65 km a 4.100 metros de altura.



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