Eco-Challenge Morocco 98



Em 1998 o Discovery Channel Eco Challenge aconteceu no Marrocos, onde 55 equipes de 27 paises atravessaram 480 km movimentando 24 horas por dia entre a costa do atlantico as Montanhas do Alto Atlas. Durante a corrida os atletas utilizaram caiaques oceânicos e mountain bike, nadaram com as mochilas nas costas, rapelaram inúmeras vezes , caminharam por deserto , montanhas e rios e pela primeira vez andaram de camelo. Pelas dificuldades deste ano, o tempo limite para se concluir a prova foi aumentado em mais um dia, passando para 11 dias e 12 horas.

Os times consistem de 4 integrantes , tendo pelo menos um membro do sexo oposto. Em toda a história do Eco Challenge até então, os times eram composto de apenas uma mulher, este ano tivemos dois time com 3 mulheres e outro com 2 mulheres. O time New Zealand Women era um deles. Com 3 mulheres na equipe, Fiona Hall a capitã e veterana de dois Eco Challenge (finalizados em 13 e 17 lugares) queria mostrar que a mulher não era "um equipamento" obrigatorio para a corrida. Completaram a prova na 15 posição em 8 dias e 16 horas.

O percurso deste ano foi mantido em segredo pelos organizadores até 2 dias antes da largada quando foi anunciada a primeira etapa da competição. As outras etapas (de um total de 3) continuaram em segredo até que a etapa atual fosse completada.

Etapa 1 : Camelo / Coasteering / Caiaque oceânico

Camelos:

Pela primeira vez os competidores utilizaram o camelo dromedário em um Eco Challenge. A etapa de camelo foi o primeiro estágio da corrida deste ano e a largada foi dada as 8:30 do dia 6 de outubro de 1998 na praia da cidade de Essaouira. A etapa de 14 km foi bastante confusa e divertida , pois os competidores possuiam pouca experiência e os camelos são animais extremamente temperamentais.

Mark Burnett adimitiu antes da corrida começar que não sabia ao certo o que esperar de 220 camelos correndo em direção ao mar e concluiu dizendo que o inicio da corrida seria uma incognita mas ninguém ficou surpreso quando as equipes da Namibia e do Marrocos terminaram na frente. Obviamente eles não eram novatos. Muintas outras equipes não tiveram sorte nesta etapa: O Ênio da equipe Brasileira, caiu do camelo por duas vezes até que lhe foi trocado a sela, outros competidores montaram animais grávidos e jovens camelos. No final da etapa havia camelo sentado, sem força para continuar e até competidor correndo ao lado do camelo.

Coasteering :

Outra novidade na prova deste ano, esta modalidade foi anunciada apenas a dois meses do inicio da competição e durante a fase de teste e registro os competidores passaram por testes de natação com mochilas e equipamentos. Esta modalidade consiste em se caminhar e nadar pela costa, devendo os competidores saltar de penhascos no mar e contornar os penedos a nado. A contagem das ondas é importante, para saber o momento certo de saltar para o mar e contornar os obstáculos. Esta etapa foi de 5 km entre Cap Sim ( final dos camelos) e Sidi-Kaouki onde se encontrava o PC1 para iníco da etapa de caiaque. A equipe numero 1 , Team Argentina, completou esta etapa em primeiro lugar.

Segundo Mark Burnett esta modalidade foi incluida por ser um novissimo esporte que se originou na Inglaterra quando as pessoas tentavam atravessar impossiveis secção da costa onde existiam penhascos através do nado ou escalado as rochas.

Caiaque oceânico:

Esta etapa de 80 km no ocêano Atlântico, entre Sidi-Kaouki e o Camp1 em Tamri, pegou os competidores de surpresa. Ondas de 4 metros e fortes ventos causaram danos a várias equipes. Durante o percurso, quatro Pcs obrigavam aos competidores a surfar até a praia e uma zona escura obrigou a todos a estarem fora do mar entre as 18:15 e 6:15. O time Frances "Just do It" foi a primeira vítima do ocêano sendo seguido de outros 7 time: Team Namibia, Team Adventure Spirit, Team Gulf Stream, Team WA, Team Les Normands, Team Gendarmerie Royale 3 e Team Urban Edge (USA) que na manhã do segundo dia teve o atlela Bill Vayo , sofrendo de extrema hipotermia , de ser resgatado por helicoptero após uma virada com o seu caiaque. Novatos em caiaque, todos os integrantes aprederam o caiaque apenas a um ano, Ilana Lobet se mostrava confiante durante os testes de caiaque na vespera da competição e comentou: "Nos praticamos em Hamptons durante o furacão Bonnie e as condições eram piores do que o que vamos enfrentar".

As 10:48 do segundo dia de competição, a primeira equipe, Team Kiwi (um dos favoritos ao título e com integrantes vencedores do Raid Gauloises e Southern Traverse), completou a etapa na frente a apenas 2 minutos do Team Aussi (liderada pela experiente Jane Hall , 42 , campeã mundial de caiaque e vencedora de um Eco Challenge ) que teve um dos seus caiaques virados durante o surf final a vários metros da praia.


Curiosidades desta etapa:

O time New Zeland perdeu o PC2, mas não foi penalizado justificando o auxilio prestado a equipe francesa.

Pela dificuldade da aterragem no PC4 , a organização permitiu que apenas um integrante de cada equipe fosse nadando até o PC enquanto o restante da equipe aguardava fora da zona de surf.

A respeito da etapa de caiaque , captão Buddy Bohn , cordenador desta etapa comentou: "Hoje foi um dia extremamente desafiante, com ventos acima de 45 knots, ondas com mais de 4 metros de altura, pouca visibilidade, água gelada e ondas quebrando em alto mar. Eu sou salva vidas a 31 anos e esta é uma situação de extremo perigo em que nenhum de nossos salva vidas já enfrentou antes. Noventa porcento dos caiaques que chegaram na zona de surf no final da etapa viravam fazendo a equipe de resgate trabalhar por todo o dia".

Dr Adrian Cohen , diretor médico do Eco Challenge, disse: "Em um dos estágios, a barraca médica parecia mais um pronto socorro. Ao mesmo tempo tinhamos 6 pacientes com hipotermia, exaustão e desifratação. Fizemos 20 resgates no mar, e isto não conta os atletas que machucaram durante o surf. Várias pessoas engoliram água do mar e Korina Besednik (Team Croacia ) desmaiou e teve de ser resuscitada".

Por fim , Mark Burnett disse: "Hoje , de fato no Discovery Channel Eco Challenge, nós caminhamos , mas não atravessamos a linha entre a aventura e o perigo. O depoimento dos competidores é assustador. Eles nunca experimentaram um oceano como este em nenhuma corrida de aventura".


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