RAFTING Equipe Brasileira CANOAR-ATIVA conquista uma
Medalha de Prata e três Medalhas de Bronze no Latino Americano
da Costa Rica
Texto
e fotos : Otto Hasller Ativa Rafting & Aventuras
Nos dias 29, 30 e 31 de outubro, foi realizado o
Campeonato Latino-americano de Rafting, no município de La
Virgen, Costa Rica. Participaram oito equipes, representando o
Brasil, México, Colômbia, Equador e a anfitriã
Costa Rica. As provas foram realizadas no Rio Sarapiquí,
com águas cristalinas e corredeiras de classe 3+.
A
equipe brasileira tinha duas vagas para este campeonato, uma da
equipe Canoar de São Paulo e outra da equipe Ativa Rafting
de Apiúna, Santa Catarina. Porém, por insuficiência
de patrocínio, as duas equipes tiveram que unir suas forças
para compor um time que ficou composto por 4 atletas da
Ativa
Rafting (atual vice-campeã brasileira) e 2
componentes da equipe Canoar (atual campeã brasileira).
Esta união formou uma equipe fisicamente preparada, porém
sem o entrosamento necessário a este esporte, que, aliada à
falta de tempo para fazer o reconhecimento do rio e à
chegada à Costa Rica na noite da véspera da primeira
prova, resultaram no desempenho abaixo do esperado para a equipe
brasileira. A equipe foi composta por José Roberto Pupo e
João Carlos Ramalho Jr, da Canoar de São Paulo,
Fernando Cela, Rivo Emílio Biehl Jr, Udilon Ewald e Richard
Pethigall da Ativa Rafting de Apiúna/SC e ainda como
reserva Massimo Desiati que estava no evento como representante do
comitê de Rafting da CBCa.
No primeiro dia de
competições foram realizadas as provas de time
trial, que foi uma descida curta de rio (800 metros), com um bote
largando a cada 2 minutos, vencendo quem fizer o melhor tempo, e
parallel sprint em que largam baterias de 2 botes, num percurso de
1.500 metros. Nestas duas provas a equipe brasileira obteve a
terceira colocação.
Dia trinta, sábado,
houve a prova de slalom, onde os botes descem 1500 metros de
corredeiras tendo que passar por portas(balizas penduradas por
fios no meio do rio), contando o menor tempo, somadas as
penalidades. Esta, que é a prova mais técnica do
rafting, demonstrou o excelente nível técnico dos
brasileiros, que ficaram com a segunda colocação.
No
último dia houve a prova de downriver, que é a
descida de aproximadamente 15 quilômetros de corredeiras,
sendo a prova fisicamente mais difícil. O Brasil largou em
terceira colocação e logo nos dois primeiros quilômetros
ultrapassou a equipe mexicana, tendo a sua frente a forte equipe
costarriquenha. Porém, o pouco conhecimento do Rio Sarapiquí,
fez com que a equipe brasileira passasse por trechos rasos do rio,
permitindo que a equipe mexicana se aproximasse e, faltando apenas
dois quilômetros, retomasse o segundo lugar.
O
Latino foi vencido pelos donos da casa, seguidos pelos mexicanos.
Ambas as equipes estavam treinando há semanas no local da
disputa. A equipe brasileira ficou na terceira colocação
no geral, que é considerado um bom resultado levando em
conta as dificuldades enfrentados. Porém, a equipe do
Brasil não consegui uma vaga para o Mundial de Rafting de
2000 no Chile, porque só os dois primeiros colocados tinha
o direito de classificação.
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