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Mergulho:
respeito e responsabilidade
A
prática do mergulho deveria ser tão-somente centrada
no respeito ao ambiente em que o mergulhador se introduz e deveria
ter um caráter contemplativo. Aquele que olhar com os olhos
do meditador permitirá que a energia fulgurante do mar o
envolva de tal forma que poderá entrar em êxtase. É
tarefa de todo instrutor transformar cada mergulhador num potencial
defensor da vida marinha. Os centros de formação de
mergulhadores tem responsabilidade considerável na qualidade
dos praticantes de mergulho e de sua postura nos ambientes subaquáticos
e devem inserir no conteúdo curricular do futuro praticante
tais reflexões, como requisito básico para o
credenciamento futuro. E, principalmente, o rótulo de "
esporte" conferido à caça/pesca submarina deve
ser refutado por todos os mergulhadores.
O homem
mergulhador
É possível que o homem
pratique o mergulho, desde a pré- história. Foram os
polinésios caçadores de pérolas, que criaram as
nadadeiras utilizando palha trançada e os óculos
estanques, que aprimoravam a visibilidade aquática. Assim, o
poder do pensamento, a serviço da ambição,
levou o homem ao fundo do mar. Pois " nenhum animal que rasteja
e nenhuma ave que voa vivem do próprio pensamento, senão
da Lei que a todos governa."
E, foi a ambição
da busca de riquezas em navios naufragados que levou o homem às
profundezas. O homem, também, mergulha para fins bélicos.
Contam os historiadores que Alexandre , o Grande, teria usado o
trabalho de mergulhadores para sabotagem subaquática, no
porto de Tiro, antiga Fenícia, ano 3 ªC.
Ao
entrar em um habitat diferente do seu o homem adquiriu a doença
descompressiva, definida em 1876 pelo médico francês
Paul Bert, e em 1942 Jacques Cousteau e Emile Gagnam desenvolveram o
primeiro regulador de ar. E por volta dos anos 60 foram criadas as
primeiras associações internacionais de mergulho ,
desenvolvendo o mergulho esportivo.
Edna Cardozo é
Presidente da Liga de Prevenção da Crueldade contra o
Animal, Vice-Presidente para as Américas da Association
Internacionale pour la Protection des Animaux, com sede na Suíça.
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