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O andino buscou sempre a convivência harmônica com a natureza, a respeitou e reverenciou. E nessa medida foram incluídos os animais como seres de níveis vibratórios diferentes, o reino mais próximo do homem.Tudo isso explica o grau avançado de civilização que atingiu aquele povo, já em tempos remotos. Pregavam os Incas que o homem não precisa de outra lei que não seja o amor, pois ele nos torna consciente do serviço, que deve ser sempre o vício do ser. O serviço é a consciência da reciprocidade. Amor e trabalho, eis o caminho da consciência superior, a consciência do saber e do conhecer.

O homem andino sempre reverenciou as montanhas, porque sabia o poder eletromagnético que habitava nelas. E as chamou de Apus, que são os espíritos ou entidades maiores que moram em cina das montanhas. Quem entra na cidade sagrada de Machupicchu pode sentir na pele esses ensinamentos, como que vindos de " Apus" que guardam aquele santuário , e da própria Terra, a Pachamama. Ao caminhar nessas terras sagradas dos Andes sentimos por todo tempo a voz de Pachamama, que fala em nosso interior.

O homem andino, filho do sol

A essência da cultura andina não desapareceu com a invasão espanhola, ela vive em seu povo, em seus vales, seus rios, suas montanhas, toda natureza está viva e fala àqueles que sabem escutar. O homem andino, o filho do Sol, permaneceu até hoje unido por um espírito comum e reverenciando a Terra como sua mãe.

A cultura solar ( dos filhos do Sol) nos mostra " que o homem andino representa a mais alta dignidade, que o seu pensar é o sentimento do homem e sua vida é o caminho equilibrado de entender a natureza e o grupo social como uma grande comunidade de homens livres. Ser andino é respeitar todos os seres vivos da Terra."

" Nós, os índios, em especial dos Andes e de maneira geral da América somos uma alternativa de vida, por causa de nosso respeito ao equilíbrio dinâmico e frente ao eminente perigo que nos espreita, o perigo que a humanidade todavia não conheceu ( texto do movimento índio Tupak Katari).

Quem caminha pela Terra Sagrada dos Andes cruzará em seu camino com o carismático e já citado xamã, o Chaski, que peregrina pelas trilhas Incas divulgando os preciosos fundamentos de sua cultura. E foi ele que nos contou que estamos hoje no décimo Pachakuti, tempo de transição e de mudanças.: " Uma nova geração criará um novo mundo, respeitando a cada ser vivente". Pachakuti significa " o que transforma a Terra", é o caos transformador do mundo, que assinala o início de uma nova era de descanso ou de atividade. Em 1992 se iniciou uma nova era para o mundo. " O Pachakuti se caracteriza pela presença da mãe", afirma Chaski. "Mas, isto não quer dizer que a mulher dominará o mundo, mas que o homem tomará cada vez mais consciência da necessidade de fazer brotar o sentimento de mãe em seu coração. Só neste sentimento de amor poderá reinar a paz em nossa Terra" .

Contatos: Chaski em Cusco: Calle Triunfo, 393, Cusco, Peru. Tel: 084-221187
No Brasil - Belo Hte : Cia Trekking- Tel: (031) 281 66 18

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