Aventura nas trilhas incas de machu Picchu

Escrito por Marco e Karina Santiago e Renato Cantelli
Fotos : Marco Santiago e Renato Catelli

Machu PicchuEsta viajem começa em São Paulo. Com as mochilas nas costas, passaporte e dólares em mãos, pegamos carro, ônibus, trem, barco e atravessamos toda Bolívia e uma parte do Peru. Começamos na estação de Quijaro, onde pegamos o trem da morte com destino à cidade de Sta. Cruz de La Sierra, e de lá um ônibus, que passa pelas cidades de Sucre, Potosi, Cochabamba e, finalmente a capital, La Paz, onde conhecemos as ruínas de Tiahuanaco e o pico nevado de Tialcaltaya. Em seguida, fomos para a cidade de Cobacabana, às margens do lago Titicaca, o mais alto do mundo (a 3.812 m, acima do nível do oceano pacífico) e Peru, onde pudemos conhecer ainda as cidades de Puno, Juliaca e finalmente Cuzco, local que se situa a maior parte da cultura Inca. Nessa cidade, tivemos a oportunidade de conhecer as ruinas de Saqsaywaman, Qenqo, Ollantaytamdo, Pisaq, Tambomachay, Qorikancha e Pukapukara…

TRILHA INCA PARA MACHU PICCHU/1994

PonteDia 16 de julho pegamos um trem1 que vai de Cuzco até Águas Calientes e descemos no KM 82, que é o local onde se inicia a caminhada Inca por quatro (4) dias até Machu Picchu. O primeiro dia foi de pura expectativa de saber o que iríamos encontrar pela frente no longo trajeto pelo Vale Sagrado dos Incas. Iniciamos a caminhada às 10:30 da manhã, descemos do trem, e fomos direto a uma casa de pedra, Llaqtapata, que é o local de apresentação do passaporte e compra do bilhete que dá acesso a caminhada. Atravessamos uma ponte sobre o Rio Urubamba, e mais à frente, encontramos um pequeno vilarejo, chamado Leonnyoc, onde pudemos tomar um preparado de milho, feito pelos nativos para enfrentar a caminhada, e onde obtivemos algumas dicas sobre o roteiro até Machu Picchu. Como nesse primeiro dia estávamos nos acostumando com a altitude, pois após certa altura o ar começa a se tornar "rarefeito", fazendo com que você sinta falta de ar, dor de cabeça, enjôos, vômitos etc., mascamos algumas folhas de coca para aliviar o cansaço, e acabamos prosseguindo, em meio àquele visual deslumbrante. Aliás, só o fato de estar no meio dos andes, com todo aquele misticismo que cerca a mais famosa caminhada e, em meio aquelas cordilheiras nevadas, faz com que o cansaço se transforme em pura contemplação.


YucanchimpaApós várias subidas e descidas, depois de suados 14 km de trilha, paramos para acampar2 em Yucanchimpa, local adequado para repouso ao lado do rio Llullucmayoc onde pudemos montar nossa barraca para nos preparar para o dia seguinte, que diga-se de passagem, é o pior de todos, em termos de resistência física e mental.

A noite foi chegando, e junto aquele frio intenso, próprio da cordilheira, que arrepia até a alma. O céu estava forrado de estrelas. Deitamos e ficamos apenas com a cabeça para fora da barraca, contemplando aquele céu maravilhoso e a nossa primeira noite no "Vale Sagrado do Incas".

Enquanto do lado de fora, a geada encobria nossa barraca e as mochilas, do lado de dentro tomávamos uma sopa, ouvindo música andina, e conversando sobre tudo aquilo que estávamos passando e sentindo naquele momento e lugar.

continuação...>



| 1 | 2 | 3 | Dicas Próxima página

 Volta | Inicio da página | Página principal
Aventura | Bike | Adventure Race | Montanhismo | Voo Livre